O Perigo dos Pressupostos
Colunista:
Roberto Recinella | Publicado em:
22/11/2011 | Leituras:
598
A maioria dos problemas no nosso dia a dia advém das falhas de comunicação , você já observou que toda a vez que alguma informação não é dada por completa nos acabamos seguindo o nosso bom e velho bom senso para preencher as "lacunas" e é nesse exato momento que comprometemos o conteúdo da informação.
Para que isso se resolva o segredo é bem simples , temos que perguntar e conversar , mais pelo incrível que pareça isso é mais difícil do que parece pois a maioria das pessoas infelizmente encaram isso como objeções e acabam criando uma barreira e ao defenderem seus argumentos esta simples conversa passa a ser uma batalha , que a qualquer instante pode se tornar uma discussão . Num ambiente desse como alguém consegue se comunicar.
Se comunicar não é ter razão , é correr o risco de ter que mudar de idéia ou direção e isto não deve ser encarado como ganhar ou perder se comunicar é simplesmente conseguir fazer uma ou mais pessoas compartilharem de uma visão comum sem ter agredi-las .
" Ser gênio é fácil. Difícil é encontrar quem reconheça." Millor Fernandes
O Perigo dos Pressupostos
Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou que ele viesse acompanhado por um cão. Cão forte, saltitante e com um ar agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, efusivamente.
- "Quanto tempo!"
- "Quanto Tempo" ecoou o outro.
O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro, logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa. O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém nada.
- "A última vez que nos vimos foi em ..."
O cão passou pela sala, entrou no quarto e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante.
- "Quem morreu foi o ... você se lembra dele?"
O cão saltou sobre um móvel, derrubou um abajur, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime. Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber.
Por fim, o visitante se despediu e já ia saindo quando o dono da casa perguntou:
- "Não vai levar seu cão?"
- "Cão? Ah, cão! Oh, agora estou entendendo. Não é meu não. Quando eu entrei ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu".
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