As Profissões Mais Felizes

Colunista: Wellington Moreira  |  Publicado em: 27/01/2012 |  Leituras: 368

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Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Chicago (EUA) vem dando o que falar desde que foi publicada pela revista Forbes durante o último mês de dezembro. Tudo porque ela relacionou as dez profissões tidas como as que mais favorecem a felicidade dos seus ocupantes, após entrevistar 27 mil trabalhadores norte-americanos.

Pela ordem, os profissionais mais satisfeitos são:

1º - Clérigos;
2º - Bombeiros;
3º - Fisioterapeutas;
4º - Escritores;
5º - Professores de educação especial;
6º - Professores;
7º - Artistas;
8º - Psicólogos;
9º - Vendedores de serviços financeiros e;
10º - Engenheiros de operação.
 
O interessante é que nesta relação das mais felizes estão incluídos, sobretudo, postos nos quais a remuneração não é das mais atraentes mesmo nos EUA, mas que são muito gratificantes porque possibilitam ajuda ao próximo ou estão ligadas às dimensões espirituais e humanas, como é do caso do trabalho dos clérigos (independente da religião), bombeiros, fisioterapeutas e professores de educação especial.
 
Já o trabalho dos escritores e artistas – como pintores, escultores e atores – permite autonomia e liberdade de expressão, fatores muito valorizados nos dias atuais e que ajudam as pessoas a se realizarem profissionalmente, a mais perfeita tradução para a felicidade no trabalho.
 
Por sua vez, os vendedores de serviços financeiros estão satisfeitos especialmente com a remuneração variável que a profissão lhes permite obter e as possibilidades de ascensão, enquanto que os engenheiros de operação disseram se divertir com o fato de trabalharem em grandes obras operando máquinas gigantes, como tratores, retroescavadeiras, motoniveladoras, pás e guindastes.
 
É claro que estudos como este não devem ser avaliados com o propósito de polemizar ou gerar concordância, especialmente porque os motivos que suscitam felicidade no trabalhador norte-americano são diferentes daqueles que impactam o profissional brasileiro, húngaro ou australiano, mas pelo menos serve para refletir se faz algum sentido em sua profissão.
 
A mesma pesquisa também divulgou a lista dos dez cargos reconhecidos como os mais infelizes:
1º - Diretor de tecnologia da informação;
2º - Diretor de vendas e marketing;
3º - Gerente de produto;
4º - Desenvolvedor web sênior;
5º - Especialista técnico;
6º - Técnico em eletrônica;
7º - Secretário judicial;
8º - Analista de suporte técnico;
9º - Operador de CNC (Controle Numérico Computadorizado) e;
10º - Gerente de marketing.
 
Alguns aspectos chamam a atenção. Em primeiro lugar, todas estas ocupações são eminentemente técnicas, foram reconhecidas como estressantes e exigem muitas horas de trabalho fora do expediente. Além disto, seis delas estão ligadas à área de tecnologia, o que por si só já demonstra que vale a pena as pessoas que atuam nestas atividades reavaliarem a forma com que conduzem seu trabalho atual.
 
Conforme os resultados do estudo, mesmo pagando geralmente muitíssimo bem, são posições tidas como indesejáveis por desfavorecerem o engajamento pessoal, ou seja, os entrevistados não conseguem perceber grande significância naquilo que fazem em seu dia a dia. O que parece ser incoerente, já que muitas pessoas planejam suas carreiras com o propósito de serem futuros diretores de TI ou Marketing, por exemplo.
 
Seria muito interessante poder analisar os resultados de uma pesquisa da mesma natureza realizada no Brasil, mas por ora é animador perceber que nos EUA, berço das práticas de gestão difundidas mundo afora, cada vez mais as pessoas realmente estão buscando satisfação em seu trabalho e avaliando que uma alta remuneração e/ou posições hierárquicas de prestígio já não suficientes para que alguém possa se sentir feliz com o seu trabalho.
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