No topo, o tempo é frio e os ventos fortes
Colunista:
Ivan Postigo | Publicado em:
27/01/2012 | Leituras:
293
Em atividades que envolvem competição, os participantes são implacáveis. Não significa que não respeitem os oponentes, mas que usem todas as regras do jogo e habilidades para superá-los.
O boxeador não deixará de nocautear seu adversário, nem o atacante evitará fazer o décimo gol, em sonora goleada. Assim também é o jogo empresarial.
A luta não é por espaço no armazém do cliente, um lugarzinho na vitrine do revendedor, uma gôndola a mais no supermercado, um outdoor na rua principal. O esforço é para ocupar, pelo tempo que for possível, a mente do consumidor.
A terrível luta para chegar ao topo dessa montanha do sucesso, espaço para apenas um, traz uma surpreendente novidade para quem a alcança: fincada a bandeira, não há conforto, pois o tempo é frio e os ventos fortes.
A concorrência pelo privilégio de ocupá-lo é negócio para profissionais. Por essa razão, poucas empresas conseguem manter por muito tempo essa condição.
Ainda que insistamos, gestores negligenciam o fato de que a permanência ou mesmo a descida requer a boa companhia de experts, pessoas acostumados a lidar com as intempéries.
A descida é sempre mais perigosa que a subida. Há o cansaço, a desânimo pela perda do lugar, o encontro com grupos motivados, subindo cheios de energia, o uso de novos recursos de escalada, e os competidores vão chegando com seus tanques de oxigênio carregados de ar puro.
Quanto mais baixo desce a empresa, maior o risco de ser atingido por avalanches. Lá no alto há muitos pés pisando em pedras soltas.
Empresa no topo é adversário a ser derrotado. Ainda que não queira, é inevitável que o vencedor sempre deixe no rastro do sucesso lições que podem ser aprendidas e aperfeiçoadas.
Note que recordes que ficaram muito tempo sem ser batidos, uma vez que ocorram, serão superados sucessivamente Nesse aspecto, crer é poder. Poder que leva o homem a feitos extraordinários, eliminando a própria descrença e descrédito.
Por que chegar ao topo, se a permanência cobra alto preço?
Por uma razão muito simples: para permanecer em qualquer competição, o mínimo que podemos fazer é dar o máximo.
No jogo das empresas, o preço da entrada não costuma ser baixo e o de saída pode ser muito maior.
É sempre bom lembrar a velha frase: por que veio, veio por quê?
Se não está preparado, não entre na competição. Entrou no jogo é para jogar.
Como ficar de fora, se a até a Luiza voltou do Canadá?
O trabalho na montanha do sucesso não requer apenas a superação dos adversários e das adversidades, é necessário levar ao local da permanência os recursos para subsistência.
O que carregar e como continuar a abastecer o local são decisões que dependerão de conhecimentos, recursos financeiros e habilidades excepcionais, que produzirão as vantagens competitivas.
Bem agasalhado, com um bom café, ao lado de uma boa fogueira, céu azul, boa companhia, a vista lá de cima é indescritível.
Dizem os especialistas e os estudiosos que do alto é mais fácil observar as carências e criar as condições do futuro.
Não acredita? Bom, já esperava essa reação.
Vem, vamos perguntar a quem chegou!
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado
crédito ao autor original (Citando nome do autor, data, local e link de onde tirou o texto). Você não pode fazer uso comercial desta obra.
Você não pode criar obras derivadas.
Warning: curl_setopt() [function.curl-setopt]: Unable to access cookie.txt in /home/qualida/public_html/repositorio/php/sn_feedburner.php on line 25 assinantes |

