O Mágico Sete

Colunista: Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 01/12/2011 |  Leituras: 410

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Com efeito, o sete é até mágico para o Consultor.  Pois que em sete  dias criou-se o mundo e se vive a semana , sete são as cores do arco- iris, as virtudes teologais, os  Centros cármicos do Yoga,  a “conta do mentiroso”, os pecados capitais, o ciclo lunar, além do bicho de 7 cabeças  e, ainda,- isso interessa particularmente aos Consultores-,  sete são também os principais e mais relevantes fatores para ele, como  “agente de mudança”, afinal, objetivo principal e foco de toda Consultoria. Se não, vejamos: 

 

1º. As pessoas se sentem incomodadas com a mudança, constrangidas e pouco à vontade.

A maioria prefere mesmo é  não mudar,  continuando  em sua zona de conforto e  o Consultor sempre vai enfrentar   algum  nível - mais forte ou mais fraco, dissimulado ou não -, de reação à mudança;

2º. Medo da mudança: 

Todos pensam, primeiramente, no que estão perdendo,  na segurança de onde estão saindo e têm medo do desconhecido para aonde estão mudando. Valerá  a pena  trocar o mal que se conhece por um bem que se desconhece?;

3º.  Em face da mudança as pessoas podem se sentir solitárias, sem poder expressar sentimentos e emoções, tendo que demonstrar fortaleza, arrojo e segurança e, assim, esse é o melhor momento para o Consultor fazê-las falar, se expressar e  dizer das suas dúvidas e apreensões. Desabafar, enfim;

4º. As pessoas têm um limite de aceitação das mudanças e quando é feita aos poucos,  gradualmente, elas  podem até entrar em paranóia, sentindo-se inseguras e ameaçadas, esperando o pior.  Maquiavel até  recomendava  que a  intervenção “punitiva” fosse feita de uma só vez e os agrados  se distribuíssem aos poucos, fazendo-os durar...

5º. Em qualquer  equipe há os que aceitam mais e melhor as mudanças e outros, justo ao contrário. Desse modo, o Consultor deve procurar se apoiar nos elementos positivos e nas intervenções que- em curto prazo-, possam dar certo, ganhando  credibilidade com isso e estimulando os recalcitrantes a colaborarem;

6º. Com frequência  alega-se que faltam recursos.  Isso pode ser uma desculpa, por ignorância ou até má-fé.  Cabe ao Consultor descobrir, sugerir, modificar, emprestar  e estimular o uso do que se tem, por vezes não percebido ou subutilizado; e

7º.  As pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos. 

Daí a conveniência, e até necessidade, de se “manter a pressão”,  acompanhar, dar “feed-back” e até  cobrar e intervir de novo, no processo de mudança.

Pronto,  aí estão nossos mais importantes aspectos de toda e qualquer mudança organizacional, até  porque,  para dar certo seu trabalho,  o Consultor tem que ter um pouco de prestidigitador,  tirando lá  da  manga uma carta:  seu  oportuno, valioso e até  mágico sete ...

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Publicado em:
30/03/2012 - 09:41
Carlos William
Só uma correção. As virtudes teologais são três: 1. Fé, 2. Esperança e 3. Caridade (ou amor). Paz e bem.