Por que a letargia?

Colunista: Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 02/02/2012 |  Leituras: 303

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Será que nesta nova tragédia carioca prevalecerá a "difusão de responsabilidade"- todos acreditando que alguém cuidará do problema e nada será feito. Tentam, as autoridades e os responsáveis pela tragédia, de maneira desarticulada, compartimentada, "entender" fatias do problema. Sem enxergar o problema Real. Com iniciativas amadoras, se fortalece o desapego à competência, ao profissionalismo? Por que tanta insensatez?

Ora é a profissional de administração que, habilidosa, copia a "planta anterior", segundo o proprietário da empresa de TI,  complementando afirma que " obteve" autorização do síndico para iniciar as obras à noite, mesmo sem apresentar o documento ART.

Do síndico, ouvimos que não autorizou a obra. E só! Não notou a entrada do material? E a saída do entulho?

E qual foi o papel do órgão fiscalizador? Como monitoram, mapeiam e fiscalizam obras irregulares, que se suspensas teriam evitado a tragédia.

Há tantos anos, quantas infrações! Para acabar com esta verdadeira herança maldita dos puxadinhos, do pôr abaixo colunas, do abrir janelas, as autoridades têm que elaborar um plano de trabalho para 365 dias/ano. Moramos e trabalhamos sobre minas e não estamos em guerra. Por que silenciamos e não forçamos as autoridades que elegemos a entregar o que prometem? Omissão?

Sim, omitimo-nos quando não participamos das reuniões de condomínio ou quando o fazemos para simplesmente aprovar de pronto aquela chatice apresentada. E deixamo-nos enrolar quando escondem os temas importantes em assuntos gerais.

Somos culpados quando preferimos entregar a administração do condomínio a quem logo se apresenta em vez de procurar profissionalizar a gestão contratando um síndico profissional( não estamos propondo reserva de mercado) que tenha conhecimento, tempo disponível e seja remunerado. Seria cobrado e responsabilizado.

Hoje, os que lá estão crêem que fazem um favor. Soube que um síndico amador admitiu um porteiro- chefe analfabeto e o conserva como tal. Se é bom, correto, pontual, por que não pagar a sua alfabetização? Ficará melhor!

E as autoridades? Dos poderes legislativo e executivo não poderiam ter evitado o problema ou enfrentá-lo de forma a tornar exemplar a ação? Qual foi a iniciativa que surgiu ou foi percebida diante da recente  explosão do restaurante?

Apostam no esquecimento da imprensa e do cidadão eleitor.

Das escolas, universidades, consultores, movimentos religiosos não se ouviu uma palavra. Perdem também a oportunidade de discutir e propor soluções para a vida em comunidade na cidade prestes a sediar os maiores eventos esportivos.

Por que a letargia?

Será que nesta nova tragédia carioca prevalecerá a "difusão de responsabilidade"- todos acreditando que alguém cuidará do problema e nada será feito. Tentam, as autoridades e os responsáveis pela tragédia, de maneira desarticulada, compartimentada, "entender" fatias do problema. Sem enxergar o problema Real. Com iniciativas amadoras, se fortalece o desapego à competência, ao profissionalismo? Por que tanta insensatez?

Ora é a profissional de administração que, habilidosa, copia a "planta anterior", segundo o proprietário da empresa de TI,  complementando afirma que " obteve" autorização do síndico para iniciar as obras à noite, mesmo sem apresentar o documento ART.

Do síndico, ouvimos que não autorizou a obra. E só! Não notou a entrada do material? E a saída do entulho?

E qual foi o papel do órgão fiscalizador? Como monitoram, mapeiam e fiscalizam obras irregulares, que se suspensas teriam evitado a tragédia.

Há tantos anos, quantas infrações! Para acabar com esta verdadeira herança maldita dos puxadinhos, do pôr abaixo colunas, do abrir janelas, as autoridades têm que elaborar um plano de trabalho para 365 dias/ano. Moramos e trabalhamos sobre minas e não estamos em guerra. Por que silenciamos e não forçamos as autoridades que elegemos a entregar o que prometem? Omissão?

Sim, omitimo-nos quando não participamos das reuniões de condomínio ou quando o fazemos para simplesmente aprovar de pronto aquela chatice apresentada. E deixamo-nos enrolar quando escondem os temas importantes em assuntos gerais.
Somos culpados quando preferimos entregar a administração do condomínio a quem logo se apresenta em vez de procurar profissionalizar a gestão contratando um síndico profissional( não estamos propondo reserva de mercado) que tenha conhecimento, tempo disponível e seja remunerado. Seria cobrado e responsabilizado.

Hoje, os que lá estão crêem que fazem um favor. Soube que um síndico amador admitiu um porteiro- chefe analfabeto e o conserva como tal. Se é bom, correto, pontual, por que não pagar a sua alfabetização? Ficará melhor!

E as autoridades? Dos poderes legislativo e executivo não poderiam ter evitado o problema ou enfrentá-lo de forma a tornar exemplar a ação? Qual foi a iniciativa que surgiu ou foi percebida diante da recente  explosão do restaurante?

Apostam no esquecimento da imprensa e do cidadão eleitor.

Das escolas, universidades, consultores, movimentos religiosos não se ouviu uma palavra. Perdem também a oportunidade de discutir e propor soluções para a vida em comunidade na cidade prestes a sediar os maiores eventos esportivos. Por que a letargia?
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