O método 8D - As 8 disciplinas!
Colunista: Brian Lipczynski Martins | Publicado em: 20/07/2009 | Leituras: 10.600
A técnica 8D tem por objetivo promover adequação de ações eficazes nos processos de forma que eventuais problemas possam ser solucionados, forçando a solução definitiva. Uma das finalidades e a correção de problemas de forma ordenada, racional e disciplinada. As 8D´s, podem ser entendidas da seguinte forma:
Formação da equipe: O primeiro passo é formar a equipe que será responsável pelas ações. São essas pessoas que irão formular o plano de ação necessário, definir prazos e resultados, responsabilidades. A equipe deve estar ciente de suas responsabilidades ante as situações que devem ser resolvidas. É importante deixar clara quais sãos as expectativas em relação aos resultados para que não haja desvios.
Descrição do problema: Nesse passo, irá ser descrito o problema ou desvio ocorrido, quais foram as variações, que pontos foram afetados, quais parâmetros eram utilizados quando começou a ocorrer o problema. Levantar o máximo de informações possíveis para formar o plano de ações necessárias para corrigir o problema de forma imediata, ou seja, bloqueá-lo.
Implementação de ações de bloqueio (de contenção, Interinas): Depois de levantadas as hipóteses, elaborado o plano de ações pela equipe responsável, as ações de bloqueio devem ser implementadas uma a uma de forma ordenada, extraindo o máximo de informações e acertar parâmetros ou métodos de execução conforme o resultado proposto ou o padrão já utilizado.
Definição das causas básicas: A partir das ações de bloqueio, são levantadas as informação que irão levar as causas básicas de desvio ou erro. Por isso, quanto mais informações forem obtidas, maiores serão as chances de implementar correções definitivas. Não economize nessa etapa, tudo que for considerado ponto de desvio deve ser levado em consideração. Em alguns casos, levamos em conta, apenas fatores mais importantes e quando percebemos, eram pontos mais simples não considerados.
Definição das ações corretivas permanentes: Depois de colocar em prática as ações imediatas de bloqueio, iremos definir ações corretivas permanentes. De posse das informações das causas básicas, ou prováveis, iremos criar um plano de ações corretivas mais abrangentes, levando em conta os fatores matéria-prima, material, máquina, pessoas, em fim, tudo que poderá acarretar em um novo desvio no futuro. Nossa missão nessa etapa é criar ações corretivas permanentes.
Implementação e verificação da eficácia das ações corretivas permanentes: Criado o plano com as ações, é hora de pôr a “mão na massa”. Executar as ações de acordo com o que foi planejado, verificando sempre a eficácia, ou seja, analisando criticamente os passos definidos e seus resultados. Isso irá garantir que as correções sejam adequadas impedindo que não mais ocorram.
Prevenção da reincidência: Problemas resolvidos, agora é hora de prevenção. Verificar documentos tais como normas, procedimentos, IT´s e tudo que possa orientar de forma errada e revisar ou obter versões atuais. No caso de uma linha de produção, se necessário. Naquele seguimento, replanejar todo o processo de manutenção preditiva e preventiva. Treinar e re-treinar os pontos fundamentais e essenciais. Garantir que todas as lacunas sejam fechadas impedindo a re-incidência.
Revisão final e reconhecimento da equipe: Por fim, revisar todo o processo feito, observar se tudo foi contemplado, fazer o relatório final e comemorar! A final, um resultado alcançado merece ser comemorado e o reconhecimento da equipe não pode ser deixado de lado.
Engraçado mas verdadeiro, certa vez escutei numa empresa o seguinte: “reconhecer a pessoa pelo seu resultado, faça com um bom almoço ou jantar e premie com dinheiro ao invés de placas ou medalhas, ou que elas componham o prêmio. O dinheiro é mais motivador.” De certa forma, a preferência por prêmios em dinheiro é maior. O importante é que a equipe não passe em branco e tenha seu mérito devidamente reconhecido.
Até a próxima!
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