Conceitos da Qualidade e liderança

Publicado em: 23/10/2012


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Jorge Gerdau Johanpetter
Entrevista á revista Manutenção, Março/Abril 2010

Manutenção

Conceitos de qualidade total fazem parte de todas as grandes empresas brasileiras, ou ainda há muito a avançar? As pequenas e médias absorveram esses conceitos?

Jorge Gerdau

Certamente, as grandes empresas saíram na frente. Mas, nos dias de hoje, estarão na frente não as maiores empresas, mas as empresas mais eficientes, ágeis e inovadoras. E isso as pequenas e médias empresas têm aprendido rapidamente.

Parte desse aprendizado se deve ao apoio dado pelas grandes empresas por meio de entidades como o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

O ponto fundamental é que, independentemente do tamanho, do setor ou do ramo da atividade, as organizações precisam ainda evoluir na integração entre o que é definido na estratégia e o que realmente ocorre na prática nos seus diversos níveis estruturais. É preciso que cada um saiba exatamente o que precisa fazer para que a sua empresa atinja os objetivos. E os líderes devem ser os grandes articuladores dessa mudança.

Somos eficientes, ágeis e inovadores? Inovadores até tentamos, contudo se nem medição da nossa eficiência nós temos fica dificil. Não medimos Hxh nas OS/OF corretamente. Os funcionários são transferidos de OS/OF sem se alterar o total de Hxh por OS/OF e nem por operação.

Não temos o tempo padrão (“Cicle time”) por operação para parâmetro de eficiência.

O que é definido na estratégia da empresa? Quais os objetivos da empresa e como esses objetivos são desmembrados pelos processos? Como disse Jorge Gerdau, cada um precisa saber o que precisa ser feito.

Objetivos -> metas (mensurar os objetivos) -> indicadores (para medir as metas, saber se os objetivos estão sendo atendidos) -> comunicação (divulgação dos indicadores para que todos saibam inclusive o chão de fábrica, quais os caminhos e se estão sendo seguidos por todos). 

E a liderança?
 Em empresas de pequeno porte existe a tendência da diretoria se impor sobre os gestores, coordenadores, encarregados, etc. devido até a proximidade dela com os processos.

Quando um diretor, até por pro-atividade ou por preocupação com o seu negócio, vai direto aos funcionários e não respeita hierarquias definidas ele está matando qualquer líder que exista nessas hierarquias. Falamos que o gerente, encarregado, etc. está adormecido, dormente.

Para quê ser criativo, aplicar os conhecimentos, aplicar aquilo que foi entendido ser útil na sua contratação se a diretoria faz o que quer e o que acha que sabe? Acaba-se assim qualquer liderança.

E como dito pelo Jorge Gerdau, qualquer mudança começa pela liderança e não pelo “peão” do chão de fábrica. Sem lideres a articulação para mudanças é inútil.

Carlos F.S. Lagarinhos

Um profissional dedicado, estudioso, mente em busca constante de conhecimentos, visão sistêmica e de processos, lider "coach". Adoro desafios, me sentir útil aplicando toda a minha experiência e conhecimentos.